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iPhone 4 chega para revolucionar o conceito do próprio iPhone

  • Divulgação

    iPhone 4 tem novo design com linhas mais retas


Quando apresentou a primeira versão do iPhone, em 2007, Steve Jobs, o executivo-chefe da Apple, afirmou: "O iPhone está, literalmente, cinco anos à frente de qualquer outro telefone móvel". De fato, até então, nenhum aparelho reunia tantas funções: telefone celular, iPod (o mp3 player da Apple) e suporte para internet, que permite a visualização de páginas web.

 

Mas o grande "trunfo" do iPhone desde a primeira versão foi o conceito "one touch" (um toque), que transformou a tela do celular em uma superfície sensível ao toque. A tecnologia revolucionou o mercado com um celular sem teclado e botões, e transformou o smartphone em objeto de desejo da maioria dos aficionados por tecnologia e também daqueles que o viam como uma forma de facilitar a vida. Dois meses após o início das vendas, a primeira geração do iPhone bateu a marca de um milhão de unidades vendidas apenas nos EUA - o iPod, outra "febre" da Apple, levou dois anos para atingir esse número.

 

Três anos depois do lançamento do primeiro iPhone, a Apple ainda busca manter a aura de novidade e inovação do aparelho. Com o slogan "Isso muda tudo. De novo", a quarta geração, lançada neste ano, tenta revolucionar o conceito do próprio aparelho. "O iPhone 4 é o que há de mais avançado desde o iPhone original", disse Jobs ao apresentar o aparelho ao mundo, em 7 de junho, durante a abertura da Worldwide Developers Conference (WWDC), em São Francisco (EUA).

 

  • Reuters

    Steve Jobs apresenta o iPhone 4 em conferência

Com recursos inéditos em um celular, o iPhone 4 faz jus à fala de Jobs e sai, de novo, na frente da concorrência. Entre as novidades mais comentadas da nova versão estão o Facetime, que possibilita videochamadas entre os usuários do aparelho através de uma câmera adicional frontal, e atela com 3,5 polegadas e resolução de 960x640 pixels, a mais alta já incorporada a um telefone celular.A segunda câmera - acoplada na parte traseira - tem 5.0 megapixels com flash e zoom digital e faz fotos e gravação de vídeos em HD. Há também recursos de multitarefa incorporados ao novo sistema operacional iOS 4 e bateria resistente, que garante até 40% mais tempo de conversa. O design é de vidro e aço inoxidável, e o aparelho é fabricado nas cores preto e branco.

 

Um problema na antena do smartphone veio ofuscar o lançamento da última geração do iPhone. Durante a apresentação na WWDC, Steve Jobs teve de pedir aos presentes que desligassem todos os aparelhos eletrônicos e celulares para que o iPhone 4 pudesse captar o sinal.

 

Pouco tempo depois, a Apple admitiu publicamente os problemas com a antena do produto. Como ele é muito fino, ela não é interna como nas outras versões. A borda metálica do telefone é a própria antena, portanto, dependendo de como ele é segurado, ocorrem falhas na recepção do sinal. Contudo, a empresa anunciou que cases originais da Apple corrigiriam o defeito e os distribui gratuitamente em alguns países.

 

O aparelho foi lançado simultaneamente na Alemanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido no dia 24 de junho. Só nestes cinco países, vendeu 1,7 milhão de unidades em apenas três dias.

 

Já no Brasil, o aparelho desembarcou nas lojas no dia 17 de setembro com os preços mais altos do mundo, entre R$ 339 e R$ 2.099, dependendo da operadora e do plano contratado. Para efeito de comparação, nos EUA, o preço inicial é de US$ 199 em um plano pós-pago com contrato de dois anos.

 

Apesar da popularidade do smartphone - pessoas enfrentaram fila e lista de espera para comprá-lo - houve também protestos, já que a Apple anunciou que não adotará no país o programa de distribuição dos cases que eliminam a falha na antena do aparelho. Para corrigir o problema, os brasileiros terão que desembolsar R$ 99 pelo acessório original.

  • Fernando Pilatos/UOL

    Brasileiros enfrentam fila para comprar o iPhone 4

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